O governo federal decidiu “resolver” a alta da gasolina do jeito mais brasileiro possível: mexendo na mistura. O ministro Alexandre Silveira anunciou que o etanol na gasolina vai subir de 30% para 32% ainda no primeiro semestre. Traduzindo: mais álcool no tanque — e a conta, como sempre, ficando com o consumidor.

A justificativa vem pronta: crise no Oriente Médio, tensão entre Estados Unidos, Irã e Israel e disparada nos preços internacionais. No discurso, tudo faz sentido. Na prática, nem tanto.
E tem um ponto que incomoda: essa é a segunda mudança só neste ano. A mistura já tinha subido de 27% para 30% — e agora vai para 32%. Resultado? Nenhum alívio. Pelo contrário: até subiu.

Ou seja, mexe daqui, mexe dali… e nada muda no bolso de quem abastece. Enquanto Brasília fala em “independência energética”, o motorista percebe outra coisa: menor rendimento e mais visitas ao posto.

Mais etanol significa rodar menos com o mesmo tanque. A economia prometida simplesmente não aparece.

O Brasil segue importando parte do que consome, cerca de 15%. Ou seja, o discurso é bonito — mas a realidade ainda é outra.
No fim, o governo vende como avanço sustentável. Mas para muita gente soa como improviso.

Porque, quando o preço explode lá fora, a solução aqui dentro parece sempre a mesma: ajustar números sem resolver o problema de verdade.

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