A Polícia Civil de Mato Grosso revelou novos detalhes da investigação que culminou na prisão em flagrante de uma babá, de 23 anos, suspeita de torturar uma bebê de apenas cinco meses, no município de Gaúcha do Norte. As informações foram apresentadas pelo delegado Gabriel Conrado, responsável pelo caso, que destacou a rapidez da atuação policial e o papel decisivo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) na elucidação dos fatos.
As investigações tiveram início após a mãe da criança perceber diversas lesões no rosto da filha ao se dirigir à residência da babá para amamentá-la. Diante da gravidade dos ferimentos, a bebê foi levada imediatamente ao Hospital Municipal de Gaúcha do Norte.
Segundo o delegado, os médicos que atenderam a criança descartaram a hipótese de uma queda acidental, considerando a quantidade e a característica das lesões apresentadas.
No dia seguinte, equipes da Polícia Civil iniciaram as diligências e localizaram a investigada. Em depoimento, a babá negou qualquer agressão e afirmou que os ferimentos poderiam ter sido causados pelo cinto de segurança do carrinho de bebê.
Entretanto, a versão apresentada foi descartada após a realização de um novo exame de corpo de delito pela Politec, em Primavera do Leste.
“O exame mostrou que não havia lesões típicas provocadas por cintos de segurança. O que os peritos encontraram foram várias lesões na região do crânio causadas por ação contundente”, afirmou o delegado Gabriel Conrado.
A investigação também apontou que, no período em que as agressões teriam ocorrido, a criança estava exclusivamente sob os cuidados da babá. Além disso, moradores das proximidades relataram à Polícia Civil terem ouvido o choro intenso da bebê durante a tarde em que os fatos aconteceram, reforçando a linha investigativa.
Com base nos laudos periciais, depoimentos de testemunhas e demais provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de tortura contra criança, previsto na Lei nº 9.455/1997.
De acordo com o delegado Gabriel Conrado, os elementos colhidos apontam fortes indícios de autoria e materialidade, sustentando a autuação da suspeita.
A mulher permanece presa e está à disposição da Justiça. Ela deverá passar por audiência de custódia, que definirá as próximas medidas processuais do caso.
As investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.
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