A Polícia Civil concluiu uma etapa importante da investigação sobre a execução de Lavínia Gabrielly, morta a tiros no dia 10 de maio, em uma casa noturna de Poxoréu.
Após três meses de apuração, os investigadores apontam que o homicídio teria sido determinado por uma liderança do Comando Vermelho que está presa na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis.
Segundo o delegado Honório Neto, a jovem teria sido executada porque supostamente repassava informações às forças de segurança sobre integrantes da facção e pontos ligados ao tráfico de drogas na região.
A investigação também apontou a possível participação de um ex-vereador de Poxoréu, Túlio César, que teria prestado apoio ao executor após receber instruções da organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, diálogos e dados extraídos de aparelhos eletrônicos ajudaram a sustentar a suspeita.
Uma adolescente também é investigada por supostamente ter atraído Lavínia para o local onde ocorreu a execução. A participação dela será apurada em procedimento separado, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Polícia Civil afirma ter identificado, até o momento, pelo menos quatro pessoas ligadas ao crime: o suposto mandante, o ex-vereador, a adolescente e o homem apontado como executor dos disparos.
O ex-vereador e a liderança apontada como mandante negam participação no homicídio.
Apesar da conclusão desta etapa, o caso continua em investigação. Um novo inquérito foi instaurado para identificar o executor dos tiros e verificar a participação de outras pessoas.
Lavínia foi morta com disparos de arma de fogo dentro de uma casa noturna em Poxoréu. O crime causou grande repercussão na região.
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